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domingo, 18 de agosto de 2013

Déia Rotta - Demian

A homenagem dessa semana vem um tanto quanto tardia, no entanto a nossa escolhida é uma das vocalistas no cenário Crust/Punk/Grindcore que faz muita falta. Déia Rotta possuía, no Demian, um vocal rasgado e gritado com muita personalidade. A banda, quese originou em 2002, teve seu auge em 2006/2007, quando participou de diversos eventos, e uma das coisas que mais nos chama a atenção, era a postura da frontwoman que incentivava as mulheres a montarem suas próprias bandas, além de todo o contexto social que a banda falava nas letras.

O primeiro trabalho da banda deu-se em 2004, com a demo Crepúsculo da Capital, o qual obteve uma boa crítica, na época, e tornou a banda um grande potencial. Em 2006, lançaram um split 7" que continha 13 músicas do Demian, com a banda Merkit (EUA) pelos selos IFB Records e Dead Tank Distro, ambas norte americanas, e no Brasil, plit CD "A Luta Acaba...Quando A Morte Começa" ao lado da banda Bickle's Cab (UK) que foi lançado pelo selo brasileiro Armadillo Records.

Ouça a demo aqui. 


“A Banda Demian formou-se no final do ano de 2002 em São Paulo/SP na intensão de fazer uma mescla de Hardcore da velha escola, Thrash Metal dos anos 80, Crust Punk e Grindcore. As letras abordam temas relativos à resistência e inconformismo perante o sistema capitalista, contracultura, religião, homofobia e preconceitos em geral."
A banda encerrou atividades, no entanto esperamos que a Déia volte aos palcos, seja com o Demian ou algum outro projeto!



DEMIAN era:


Déia - voz
Coelho - bateria
Junior - baixo
Fábio – guitarra “¹




Discografia 

Demo Crespúculo do Capital (2004)
Split 7 lançado nos EUA com a banda Merkit (EUA)(2006)
Split lançado no Brasil com a banda Bickle's Cab (UK) chamado “A luta acaba... Quando a morte começa” (2006).

Veja mais:

https://myspace.com/demian
https://www.youtube.com/watch?v=umXwrNLXdwc

segunda-feira, 1 de abril de 2013

[ ENTREVISTA ] - Nata de Lima | Manger Cadavre?

Nata de Lima é a vocalista da banda Manger Cadavre?, de hardcore/crust (que possui ainda influências de grindcore e sludge), do Vale do Paraíba/SP. Conversamos sobre a banda, shows e questões sobre a cena. Confira:

QoS- Conte um pouco do início da banda. Fale sobre as mudanças e dificuldades que enfrentaram.
Nata: O nosso baterista, Marcelo, e o ex-vocalista, Jux, tinham gostos musical bem semelhante em relação a bandas que dificilmente você vê qualquer um ouvindo. Nisso, no final de 2011, resolveram montar a banda. Chamaram o restante dos integrantes e me convidaram para tentar fazer um segundo vocal (tentar, pois até então eu nunca tinha berrado, cantado na vida). Assim começou a banda. Após 5 meses de ensaios, começamos a fazer shows.
A maior dificuldade que enfrentamos foi o fato de os integrantes morarem em cidades distintas aqui no Vale do Paraíba. Isso influenciou negativamente os ensaios, pois isso acarretava um gastos maior de dinheiro e de energia para que pudessemos ensaiar. Isso acarretou em uma troca e diminuição de integrantes, permanecendo apenas eu, o Marcelo e o Jonas (que assumiu a guitarra e passou o baixo para o Marcelo Augusto, o mais novo integrante.) Mudamos bem o estilo, baixando a afinação e deixando as músicas em uma mescla de hardcore/crust com aspectos de metal e sludge (apesar da música mais longa possuir apenas 2´40´´). 

QoS- Como foi para você desenvolver as técnicas para o vocal? Qual é a reação do público nos shows ao ver que você, uma mulher, possui um vocal tão brutal assim?

Nata: Eu fui aprendendo as técnicas de vocal com toques de outras pessoas que já faziam gutural e tutoriais na internet. Com o tempo fui adquirindo um pouco mais de potência, apesar dos meus problemas respeiratórios que me impedem de dar berros mais longos. Minha meta atualmente é resolver essa falha. Em relação ao público, há um certo espanto, pois eu sou pequena... já procuraram até distorção no palco, pois não acreditavam que a voz saia realmente de mim. Algumas pessoas estranham mesmo, mas a maioria demonstrou gostar.

QoS- Como é o cenário independente na sua região? Fale um pouco das bandas, produtores e público.
Nata: O cenário independente já esteve mais forte que hoje. Muitas bandas encerraram atividades, os shows em sua maioria são de bandas cover (apesar de eu entender totalmente que esse tipo de show é necessário para que as casas de shows se mantenham financeiramente) e os produtores tem dificuldades na realização de shows independentes. Na contrapartida, as bandas que se mantiveram vem se aprimorando e causando muito orgulho! São exemplos o Orgasmo de Porco (Crossover), Lo-fi (Punk Rock), Chaos Synospis (Death Metal) e tem banda voltando a ativa, como a Devastação Sob Terror (grindcore). É um cenário complicado, mas a insistência em não deixar morrer vai além do bom-senso (rs) e fico muito feliz em ver que aqui no interior há qualidade tanto quanto há na capital. O público, mesmo quando escasso é doente na hora de agitar! É nego cantando as músicas, voando em stages-dives, mosheando! Fazem qualquer show valer muito a pena!




QoS- Quais são os planos da banda? 
Nata: Nosso plano é compor mais algumas músicas e finalmente gravarmos nosso primeiro álbum. Nossa dupla de cordas (Jonas e Marcelo A.) está se dando muito bem, paralelamente ao nosso batera que adaptou as músicas (Marcelo k,), e a criação está fluindo. Se tudo der certo até o meio do ano lançaremos juntamente com os dois singles que liberamos como bônus. Em relação a shows, não serão muitos, mas serão com qualidade. Temos o problema de trabalho e o Jonas que está fazendo faculdade... mas iremos focar na qualidade.

QoS- Qual foi o melhor show de vocês?
Nata: Até o momento acho que foi o que tocamos em São Paulo no finado Sattva Bordô, no qual estávamos tocando com o Le Mars (grindcore SP) e o Stoma (grindcore Holanda). Estava bem cheio, eu me senti mais a vontade, vendemos merchandising (rs), uma galera veio conversar com a gente... Mas a banda estava em outra formação, e a estrutura das músicas mudou bastante. No próximo dia 14 iremos fazer nosso primeiro show comigo sozinha nos vocais e com a reformulação das músicas, e estamos muito empolgados com isso.

QoS- Cite e comente sobre 3 influências nacionais e 3 internacionais da banda.

Nata: Nacionais 
- Confronto; apesar de hoje se caracterizar mais como death metal, fato que nos agradou muito, gostamos desde o metalcore, com pegada mais para hardcore. Na primeira fase da banda, foi influência direta na composição. 
- DFC; banda que respeitamos demais pela sua forma irônica de fazer críticas (muitas vezes com letras em primeira pessoa a fim de mostrar o quão ridículo o oprossor soa). Na banda não tem nada exatamente que seja influência direta, mas como os quatro gostamos muito, alguma coisa deve ter (nem que seja na hora de mandar se fuder no inferno, rs).
- Desalmado; é uma banda de grindcore que possui claras influências de death e thrash metal. A influência em nossa banda está no sentido que o vocalista, Caio, é que me ensinou métrica e algumas dicas para manter a potência. Todos da banda somos fãs!

Internacionais
- Catharsis; a ideia de fazer músicas de hardcore de uma forma diferenciada e com um letras que contivessem doses de niilismo veio do Catharsis. Sinceramente, eu gostaria de poder cantar como o Brian, mas já que não consigo, adaptei para o meu possível.
- Napalm Death; muitas pessoas não conseguem definir nosso som corretamente, muito por conta da influência de Napalm Death em algumas músicas. Não somos uma banda de grindcore, não temos blastbeat em nenhum som! rs... no entanto há referências, sim, de Napalm no Manger Cadavre?
- Fall of Efrafa; é a banda que mais trouxemos referências nessa fase atual da banda. Pegamos o crust mesclado com sludge, vocal urrado exporádico, etapas rápidíssimas seguidas de uma quebrada tensa. 





QoS- O que você acha que falta para fortalecer o underground nacional?
Nata: Sinceramente, menos guerra de egos, menos crescimento via contatos e sim via qualidade, menos panelas e batendo no clichê, união verdadeira que prese o crescimento do coletivo, e não só o próprio.

QoS- Quantos shows fazem por mês ou semestre aproximadamente? A banda segue algum tipo de meta interna?
Nata: Após essa reformulação da banda, decidimos que queremos fazer menos shows e ter mais qualidade. Nossa meta é fazer de 1 a 2 shows trimestralmente, mas é claro que as exceções podem acontecer.

QoS- Esse espaço é seu. Use-o como quiser!
Nata: Gostaria de agradecer a todas as garotas do hardcore e metal que lutam para abrir e fortalecer o cenário. Agradecer aos meus amigos de banda, Marcelo Augusto, Marcelo Kruszynski e Jonas! Eu acredito muito em vocês e fico muito feliz por tê-los na banda. 
E garotas, montem mais bandas! ;)

MAIS SOBRE A BANDA:


https://www.facebook.com/mangercadavre





sábado, 9 de março de 2013

[ ENTREVISTA ] - Carol Balboa | Post Atomïc Dogs

Conversamos com Carol Balboa, vocalista da banda paulistana, formada em 2011, com finalidade de tocar um bom e clássico crust, o Post Atomïc Dogs. Confira a seguir:

QoS - Vocês sempre estiveram envolvidos com música? Já participaram de outras bandas anteriormente a formação do Post Atomïc Dogs?
Carol - Sim. Cada um de nós possuímos outras bandas. Eu tenho uma de thrash, o Japa (Marcos) tem tanta banda que eu mal sei direito (risos) e o Bulldogue também. Agora o Guimo não sei, ele é "enrolado" (risos). Brincadeira.


QoS - Como se conheceram e por que resolveram montar a banda?
Carol
-  Bom, eu (Carol) conheci primeiro o Bulldogue e o Guimo. A gente se conheceu no rolê. E o Montanha (RIP) conhecia já, mas nunca tive contato ou ao menos ter trocado ideia. A banda foi formada primeiramente pelo Bulldogue, Guimo e o Montanha. Teve uma vez que fui em algum rolê e antes, tinha trombado o Bulldogue na estação do metro Anhangabaú. Aí trocamos ideia e tal e ele me disse que tinha formado uma banda de crust e que só precisava de um vocal. Na hora eu falei pra ele "Po cara, deixa eu cantar?", aí ele me olhou com uma cara de que "Ahhh, não boto fé em você, mas vamos ver no que vai dar...". E aí ele marcou ensaio e... Batata! Todos curtiram e me aprovaram total. Depois de turbulências na banda, o Japa (Marcos) assumiu a baqueta e aí estamos nós.

QoS - Quais as influências da banda? Quais temas vocês costumam abordar nas letras?
Carol -  Influências tem de montes. Acho que não dá pra falar uma influência só. Todos nós do PAD temos influências diferentes. Eu (Carol) tenho muita influência de death metal e mais um moooooonte de coisas, crust, grind, thrash... Japa tem suas influências do thrash, Guimo e seus stoners, Bulldogue que é sombrio demais e tem bastante influencia de doom e death metal. Enfim, quando compomos, a gente joga tudo isso junto e mistura e sai esse som levinho (risos).

QoS - Qual foi a maior dificuldade que enfrentaram?
Carol
-  Creio que a morte do Montanha. Foi muito difícil para nós. Mas estamos seguindo, pra não deixar isso acabar. Temos muitos planos e decidimos não parar com a banda.




QoS - Quantos shows o Post Atoïc Dogs faz por mês ou semestre aproximadamente? A banda segue algum tipo de meta interna?
Carol - Ultimamente estamos parados, e geralmente quando a gente toca, é umas duas vezes por mês, acho. Metas temos muitas e estamos caminhando pra que tudo dê certo.

QoS - Tem alguma parceria que ainda sonham em fazer?
Carol -  Hummmm... Temos algo em mente. Hehe

QoS -  Quais os projetos, próximos passos para 2013?
Carol - 
 Surpresa! (risos)

QoS -  Fora a banda qual a área de atuação de vcs?
Carol - Bom, eu (Carol) trabalho, Bulldogue tá sem trampo, mas creio que fica uma boa parte do tempo dele estudando escalas pra criar riffs tenebrosos, Guimo trampa também, Japa também... Enfim. Temos uma rotina normal.


POST ATOMÏC DOGS É:
Carol Balboa - Vocal
Guimo - Baixo

Japa - Bateria
Buldogue - Guitarra

LINKS RELACIONADOS:
http://www.facebook.com/postatomicdogs
http://www.myspace.com/postatomicdogs


terça-feira, 5 de março de 2013

[ ENTREVISTA ] - Priscila | Trassas

Inaugurando nossas entrevistas, falamos com Priscila da banda paulista de Crust, Trassas. Ela falou um pouco sobre a banda, planos e sobre suas impressões no treze anos em que a banda está ativa! Confira:



QoS - Vocês sempre estiveram envolvidos com música? Já participaram de outras bandas anteriormente a formação do Trassas?
Priscila - Tirando eu Priscila vocalista e fundadora da banda que sempre atuei no Trassas, há 13 anos, os outros integrantes tem bandas paralelas.

QoS - Como se conheceram e por que resolveram montar a banda?
Priscila
- 
Eu estava procurando um guitarrista, e meu esposo Jao como curte o som da banda se convidou a entrar e agora faz parte dela, ai nosso baterista não estava mais somando com a banda , saiu, e através do Ciero Produtor de bandas que nos indicou o Tony que fez o teste, se identificou com a banda e entrou, depois de alguns meses nosso baixista pipocou, ai entrou o Dio como baixista que atualmente toca tb com o Tony em outra banda.


QoS - Quais as influências da banda? Quais temas vocês costumam abordar nas letras?
Priscila - Principais influencias são: Crude SS, Discharge, Fear of War, Olho Seco, Anti Cimex, Napalm Death, Terrorizer, Ação Direta, Ratos de Porão, Slayer, Kaaos, Rystetite e Rattus. Acostumamos abordar temas sobre o respeito aos animais, a falsa Democracia, ao preconceito racial e feminino, a fome no Brasil e a exploração em vários âmbitos.

QoS - Qual foi a maior dificuldade que enfrentaram?
Priscila - 
A maior dificuldade que eu enfrentei e enfrento ate hoje eh a pobreza, pois sempre tive que trabalhar para poder estudar me vestir e comer, sou da periferia de SP e aqui tudo e muito caro e concorrido, então resolvi investir em meus estudos para futuramente poder ter um trabalho mais bem remunerado e investir em minha banda e outros, uma vez que os outros integrantes tb tinhas dificuldades financeiras e não demonstravam impeto, grandes interesses em investir grana na banda, sozinha eu não poderia fazer. Hoje todos os integrantes do Trassas Vislumbram a mesma coisa, fazer a parada virar, gravar um cd oficial com uma produção de acordo com aquilo que nos imaginamos e tocar muito por todos os cantos do mundo.


QoS - Quantos shows o Trassas faz por mês ou semestre aproximadamente? A banda segue algum tipo de meta interna?
Priscila - Atualmente Fazemos em media 2 show por mês. Nao digo meta, mas ensaiar muito para chegarmos num nível musical excelente.

QoS - 
Tem alguma parceria que ainda sonham em fazer?
Priscila - 
Po eu gostaria de abrir um show pro Discharge, pro Slayer, para o RDP ja foi realizado, tocar com bandas que admiramos.




QoS -  Quais os projetos, próximos passos para 2013?
Priscila - Gravar um cd Oficial, fazer show fora de SP.

QoS -  Fora a banda qual a área de atuação de vcs?
Priscila - Sou formada em Relações Publicas, mas atualmente não trabalho, cuido de minha bebe de 2 anos a Lorena, pois não pretendo ter mais filhos, por isso resolvi acompanha-la ate ela começar a falar e curtir esta fase boa dela. Foi um consenso que eu e o Jao chegamos, e ele eh quem trabalha no momento. O baterista eh peão de trasnporte, ajudante de caminhao ei la....rs, o baixista faz olho de vidro, tem um consultorio disso ae, e o Jao eh musico nato!!!

Grande abraco, foi um grande prazer. Priscila Trassas
Trassas é: Priscila - vocal
Jão - guitarra
Dennys - baixo
Tony - Bateria

Links relacionados: